quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Luta pela continuidade das políticas de valorização das universidades públicas

A sociedade brasileira está na iminência de definir que conjunto de forças políticas irá governar o país nestes próximos anos. Mais uma vez nos defrontamos com a necessidade de escolher entre um programa voltado a fortalecer as instituições públicas e outro que aposta no mercado como instância capaz e suficiente em si mesma de organizar a vida social. Aqueles que fazem as Universidades Federais sabem perfeitamente que essa visão dicotômica está longe de ser simplificadora. A memória dos anos 1990 ainda é bem viva em todos aqueles que estudaram ou trabalharam em uma instituição federal de ensino superior. Foram anos desastrosos para as Universidades, que só agora, e a muito custo, estamos conseguindo superar. Uma comparação inicial já demonstra esta diferença de pensar a sociedade, o governo e a gestão do ensino superior. Nos últimos 12 anos, as universidades públicas federais brasileiras tiveram acelerada recuperação da situação de falência vivida nos anos 1990, enquanto as estaduais paulistas, administradas há 24 anos por sucessivos governos do PSDB, estão na mais aguda crise das últimas décadas (“Em crise, Unesp apela para aulas online”, O Estado de São Paulo – 07/10/2014). Esse estado de coisas, não nos iludamos, decorre de uma concepção que secundariza a universidade pública e a entende como mera prestadora de um serviço de natureza privada e que, portanto, conforme declarou um dos economistas que tem se destacado como formulador do programa econômico do candidato tucano, Samuel Pessôa, em matéria de opinião publicada na Folha de São Paulo, no dia 26/06/2014, as universidades, ainda que públicas, devem cobrar mensalidades, uma vez que "agregam valor" a seus estudantes. O título de seu artigo, a rigor, já diz tudo: “Universidade Paga”.

É preciso, pois, lembrar aos que porventura esqueceram, e alertar as novas gerações, do imenso perigo que estamos a passar. A eventual eleição do candidato do PSDB, Aécio Neves, representa um risco de enormes proporções. Abaixo destacamos alguns traços denunciadores da situação que vivíamos nos anos 1990. Não se investia em instalações físicas, compra de equipamentos ou de livros. Os laboratórios eram extremamente precários e deteriorados; os acervos das bibliotecas não eram renovados nem, muito menos, ampliados; os banheiros eram abjetos, a falta d’água era constante, e a limpeza esporádica; as salas de aula eram desconfortáveis e muitas vezes sequer tinham carteiras em número suficiente para os estudantes matriculados.

Em conformidade com sua política de desvalorização e esvaziamento das Universidades, o governo do PSDB praticou uma política salarial extremamente restritiva, sem reajustes, e com a implantação de uma série de "gratificações" que visavam comprimir os vencimentos e aposentadorias, resultando numa enorme precarização da atividade docente. As bolsas disponíveis para alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores eram em número ínfimo e seus valores mantiveram-se inalterados por praticamente todos os 8 anos de governo. Do mesmo modo, e pelas mesmas razões, os financiamentos à pesquisa por órgãos como CNPq, Capes e Finep eram irrisórios.

Sabemos bem que a vida pulsante de uma instituição universitária não pode ser plenamente capturada e reduzida a uns tantos dados quantitativos. Mas tampouco prescinde deles. Por isso, listamos abaixo, a título de exemplo, alguns dados que julgamos expressivos (alguns deles de âmbito nacional e outros relativos à UFPE – fontes: CNPq; Capes; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG; UFPE).

O orçamento da Capes, considerando-se apenas os valores destinados às rubricas bolsas e fomento, aumentou 9 vezes, passando de R$ 580 milhões (2004) para R$ 5,3 bilhões (2013). Destaque-se, quanto a isto, a implantação de um novo programa de bolsas – PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) – voltado para estudantes de licenciatura, com o intuito de estimular a carreira docente e estreitar a relação entre IFES e as Escolas de ensino básico. O MCT, por sua vez (que abriga o CNPq e Finep), teve seu orçamento aumentado em 3,8 vezes, passando de R$ 2,5 bi (2002) para R$ 9,5 bi (2014);

O orçamento da UFPE (entre 2002 e 2013) também teve aumento significativo, passando de R$ 260 mi para R$ 1,08 bi (acréscimo de 318%);

No caso do nº de laboratórios existentes/UFPE (entre 2002 e 2012), o aumento foi de 19%;

O nº de professores efetivos/UFPE aumentou 36% entre 2002 e 2013 (e a relação professor substituto/efetivo baixou de 21% para 14%);

Houve um acréscimo de 24% no nº de técnico-administrativos/UFPE (entre 2002 e 2013);

Os investimentos em edificações e instalações físicas/UFPE (entre 2002 e 2012) resultou num acréscimo de 18% em área construída (considerando apenas o campus Recife);

A quantidade de estudantes de graduação e pós-graduação/UFPE (entre 2002 e 2013) teve um crescimento de 52%;

O nº de bolsas destinadas exclusivamente a estudantes de graduação/UFPE (entre 2002 e 2012) aumentou em 141% (passando de 1567 para 3792 bolsas).

Não nos enganemos, vitoriosas as forças que a candidatura Aécio representa, teremos anos muito difíceis pela frente. Por isso, concitamos a todos/as que partilham dessa mesma preocupação a desempenhar um papel ativo no sentido de divulgar essa mensagem e conversar com seus colegas, alunos, amigos, familiares alertando-os acerca da gravidade do momento.

Profa. Lady Selma (Antropologia/UFPE) e o Prof. Ricardo Pinto (Arqueologia/UFPE)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

X ICCI GT6: Produção Partilhada do Conhecimento

O grupo propõe explorar a temática da relação entre, de um lado, novas formas dialógicas de produção de conhecimento no âmbito acadêmico e, do outro lado, uma maior aproximação com comunidades e saberes orais tradicionais. Inscrições abertas até o dia 15/09.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

X ICCI GT5: Cinema e Sociedade

Este GT entende o cinema como a matriz da linguagem do movimento, que hoje podemos considerar expandida nas diversas mídias audiovisuais, como meio de comunicação de massas e como arte. Com o poder de emocionar, ensinar, entreter e promover a reflexão do público, tem a capacidade de desenvolver-se em duas direções indissociáveis: a produção e a recriação. Ficcional, documentário, institucional, seriado, etc., este GT está aberto às pesquisas, estudos e realizações fílmicas que possam revelar a sociedade no cinema e o cinema na sociedade. Inscrições abertas até o dia 15/09.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

X ICCI GT4: Cultura Visual e Sonora

O GT aborda a articulação com uma Antropologia da Imagem, campo interdisciplinar atento à forma como as manifestações visuais e audiovisuais expressam significados culturais. Visa discutir a imagem pela via de um debate aprofundado sobre estratégias de questionamento teórico e desenvolvimento de metodologias de pesquisa que envolvam tanto a produção de dados em campo, como o posterior tratamento destes na elaboração de narrativas sobre a vida social e a cultura. Também busca refletir sobre o lugar do sonoro (música, paisagens e ambiências sonoras de diferentes territórios). Inscrições abertas até o dia 15/09.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

X ICCI GT3: Publicidade, Imagem corporativa e Cultura de Consumo

Este Grupo de Trabalho busca pensar as dimensões das imagens corporativa, de marcas de produtos e serviços, a partir da presença mediatizada destas no âmbito do consumo com suas implicações na constituição dos sentidos das culturas. Inscrições abertas até o dia 15/09.

domingo, 24 de agosto de 2014

X ICCI GT2: Teoria, Metodologia e Tecnologias na investigação

Este grupo visa discutir teorias, metodologias e técnicas na investigação da cultura como forma de comunicação, entendendo que esta reflexão faz-se necessária ao aprofundamento do fazer científico. Inscrições abertas até o dia 15/09.

sábado, 23 de agosto de 2014

X ICCI GT1: Cultura digital, comunidades virtuais e jogos digitais

Este grupo visa discutir as implicações da digitalização de diversas manifestações culturais, especialmente o que ocorre a partir das comunidades em rede pela via dos computadores, bem como as produções no formato jogos digitais e seus efeitos na cultura contemporânea. Inscrições de trabalhos até o dia 15/09.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

X Seminário Internacional Imagens da Cultura - Cultura das Imagens (ICCI)

Estão abertas as inscrições para o X Seminário Internacional Imagens da Cultura - Cultura das Imagens (ICCI) que acontecerá nos dias 25 e 26 de novembro, no Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Nesta edição do ICCI vamos comemorar os dez anos do evento que vem possibilitando a colaboração entre pesquisadores brasileiros e de países como Portugal, Espanha, Argentina, México e França. O Programa de Pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica é responsável pela organização do evento que tem como coordenadores a autora deste blog, o Professor Doutor José Ribeiro, da Universidade Aberta e a Professora Doutora Thelma Panerai, da UFPE. O evento terá conferências de professores de renomadas universidades nacionais e internacionais, mesas temáticas e apresentações de artigos distribuídos em seis grupos de trabalho: Cultura Digital, comunidades virtuais e jogos digitais; Teoria, metodologia e tecnologias na investigação; Publicidade, imagem corporativa e cultura de consumo; Cultura visual e sonora; Cinema e sociedade; Produção partilhada do conhecimento. As inscrições de trabalhos estão abertas até o dia 15 de setembro e o valor das inscrições é bastante acessível. Esperamos por vocês!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Eu e Michael Fischer

A construção teórica de cada um na academia é um percurso absolutamente pessoal, influenciado por vários fatores que variam desde a identificação com uma determinada corrente, até a existência de um guru intelectual. Depois que você estabelece o seu percurso, seus ouvidos ficam sensíveis e ouvir discursos que vão de encontro ao que você pensa provoca dor nos ouvidos, reviravolta no estômago e pontadas no fígado. Já ouvi dizer que algumas pessoas até desmaiam quando são contrariadas em seus pressupostos teóricos e epistemológicos, mas acho que é um exagero. Também sinto dores nos ouvidos e elas estão relacionadas com a insistência de alguns pesquisadores em tratar as tecnologias digitais como uma ruptura total do modelo anterior existente em nossa sociedade. A coexistência está aí, na frente de nossos olhos, seja no percentual da população sem acesso ao computador e internet, seja nas ações cotidianas que não necessitam de tecnologia. Eu prefiro tratar as tecnologias digitais como um processo, como mais um elemento tecnológico que será absorvido, apropriado, reconfigurado, transformado e trocado pelo próximo invento que provocará muitos ahhhhhs, ohhhhhs e teorias sobre como "nunca antes a humanidade esteve tão_______" (complete os espaços com o texto que quiser, vários autores por aí podem ajudar). Atualmente estou debruçada sobre o texto de um antropólogo muito interessante, chamado Michael Fischer. Seu livro "Futuros Antropológicos: redefinindo a cultura na era tecnológica" trata da questão de uma forma quase cínica, embora a leitura não seja fácil. Quem me apresentou o Fisher foi o professor José Ribeiro, meu supervisor do pós-doc e nós dois gostamos muito da seguinte passagem (repetida insistentemente ao longo do livro): "Cultura é aquele todo relacional (1848), complexo (1870), cujas partes não podem ser modificadas sem afetar as outras partes (1914), mediado por formas simbólicas, potentes e poderosas (1930), cujas multiplicidades e cujo caráter performativamente negociado (1960), são transformados por posições alternativas, formas organizacionais e o alavancamento de sistemas simbólicos (1980), assim como pelas novas e emergentes tecnociências, meios de comunicação e relações biotécnicas (2007)". Fischer acrescenta a definição de cultura ao longo do seu texto, inserindo os conceitos mais recentes logo após ao pressusposto anterior, buscando apresentar a lógica de sua perspectiva histórica. É uma boa ironia para discutir o "novo" que surge a cada tendência... Outra passagem interessante do texto: "Os teóricos culturais e sociais voltaram-se para as tecnologias e para as tecnociências em torno dos quais as sociedades contemporâneas se constroem para encontrar metáforas adequadas para a descrição, o exame, a comparação e o contraste dessas sociedades, umas com as outras e com suas predecessoras". Então, como vocês podem ver, não existe ruptura radical nenhuma, muito menos provocada pelas tecnologias digitais. Estamos apenas fazendo mais do mesmo e nos reinventando o tempo todo! "Ba dum tss"...

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cultura e imagem: alguns experimentos interessantes...

Estou construindo um projeto interessante com o uso de imagens e vídeos e o mínimo de texto possível. Um recorte desse projeto está aqui.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Próximo evento: Coimbra!

Estou preparando a minha apresentação para o Congresso Internacional Territórios, Comunidades Educadoras e Desenvolvimento Sustentável que acontecerá entre os dias 1 e 4 de julho, em Coimbra. Fui gentilmente convidada pela professora Márcia Barbosa, professora da Universidade Federal de Pernambuco que está desenvolvendo atividades de pós-doc em Coimbra. O Congresso é "uma organização conjunta entre duas faculdades da Universidade de Coimbra, a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação e a Faculdade de Letras, enquadrando-se em particular no trabalho de uma equipa do GRUPOEDE do CEIS20 que, ao longo dos últimos anos, tem ajudado diferentes municípios em questões de planeamento da educação no território, assentando os últimos contributos nos Projetos Educativos Locais, documentos de planeamento estratégico na área da educação". O evento propõe discussões muito interessantes sobre as configurações territoriais e Educação. Vou participar de uma mesa-redonda no eixo temático 4: Educação, Patrimônio e Cultura. Espero contribuir para as discussões e aprender bastante!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Uma breve reflexão sobre as escolas de Portugal

Eu ainda vou escrever mais detalhadamente sobre a experiência do pós-doc, mas não posso deixar de pensar no conceito de deslocamento das identidades do Stuart Hall. Além de todo o envolvimento acadêmico que as experiências com outros marcos teóricos, campos de pesquisa, relações de trabalho e pesquisa permitem, existe a necessidade de mudar o seu ponto de equilíbrio, colocar em dúvida as suas certezas e, sobretudo, mudar a perspectiva. O contraponto da realidade das escolas públicas em Portugal com a realidade brasileira é gritante, mas o mais assombroso é que somos tão iguais e ao mesmo tempo completamente diferentes. Em alguns momentos, quando ouço os meus sujeitos de pesquisa, me sinto arrastada em um vértice temporal e vejo que a nossa realidade hoje reflete o contexto deles há dez anos. Não pensem que tudo é mais fácil aqui, porque não é!

O país vive um momento difícil e o mais surpreendente é que mesmo em um contexto tão desfavorável, as condições de trabalho e a estrutura das escolas é impressionante. A escola que ilustra esse post não fica na região mais privilegiada do país e muito menos é uma escola que foi especialmente contemplada pelo poder público. É uma escola linda, iluminada e equipada que conta com um trabalho de gestão primoroso. São realizados projetos diversificados que buscam encontrar formatos e propostas que sejam adequadas aos seus alunos. Trabalhoso, sem dúvida, mas absolutamente necessário para vencer a evasão e o insucesso escolar.

O resultado da minha imersão no campo de pesquisa foi o surgimento de muitas outras questões, mas é isso que torna a pesquisa estimulante para mim: entrar com um problema e sair com meia dúzia para destrinchar! Estou feliz com tudo que vi, ouvi e percebi por aqui...Agora é arregaçar as mangas e escrever porque os artigos não vão ficar prontos sozinhos!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Curtas animadas e as minhas pesquisas

Eu gosto muito do conceito de usar imagens, vídeos, animações etc como estratégia de aprendizagem. Estou particularmente interessada pela dinâmica do seu uso em diversos contextos da cultura digital. Ontem, eu encontrei uma animação fantástica por indicação da minha amiga querida, Adelice Luz, através de uma rede social. Estou reforçando o meio pelo qual encontrei o filme porque é exatamente isso que tenho pesquisado. São as redes e suas dinâmicas que estão assumindo um papel importante e inesperado na difusão e compartilhamento das informações. A animação "Contre Temps" conta a seguinte história: "Em um planeta inundado, um senhor vive em sua casa junto com a sua coleção de relógios, ele espera todo dia a maré baixar para andar pela cidade e procurar por novos relógios para sua coleção. Um dia em sua busca ele entra em um local lacrado e encontra uma garota vivendo lá sozinha, ele a deixa sozinha e segue por sua busca por novos relógios. Quando a maré começa a subir, ele percebe que a garotinha irá se afogar e ele decide salvá-la". Com direção de Jérémi Boutelet, Tristan Ménard, Thibaud Clergue, Camille Perrin, Gaël Megherbi e Lucas Veber, o filme é um espetáculo para os olhos e para a alma.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Conferência Cinema e Novas Tecnologias em Ponte de Lima

O fim de semana teve trabalho prolongado, depois das atividades no evento em Viana do Castelo, partimos para Ponte de Lima para falar sobre o Cinema e as Novas Tecnologias. O local do evento já era inusitado: a antiga prisão das mulheres foi transformada em um café fofíssimo com uma área no segundo andar para a realização de eventos. O interessante é que ao invés das tradicionais cadeiras enfileiradas, o espaço da plateia é uma espécie de arquibancada de madeira com almofadas confortáveis para as pessoas se esparramarem mesmo. Como diz o Robson Freire, um local de dor e sofrimento foi transformado em um espaço acolhedor para disseminação do conhecimento e reflexão. Adoramos! A conferência foi uma delícia, conseguimos articular conhecimentos e perspectivas diferentes através de ganchos entre as falas de cada um, provocando excelentes intervenções do público. O querido José Ribeiro falou sobre as descobertas determinantes na inovação tecnológica do cinema, como a montagem, até a chegada do digital que possibilita a popularização da produção de vídeos.

Eu falei sobre a relação entre a formação a distância e o uso de filmes nas salas de aula da Educação Básica na perspectiva da cultura digital. Robson Freire abordou o cinema e o ensino de História através das propostas de blogs e o Gabriel Omar Alvarez fez uma bela apresentação sobre a sua experiência em realizar filmes em comunidades indígenas na região amazônica. Fomos muito bem recebido por Catarina, coordenadora local da Universidade Aberta, competente, eficiente e muito simpática. O local do evento fica em frente ao principal ponto turístico da cidade, uma ponte construída pelos romanos em 135 a.c e tem uma história linda: dizem que os soltados de Brutus ao se depararem com a beleza do rio Lima, acreditaram que era o rio do esquecimento. Quem atravessasse o rio, perderia a memória imediatamente.

Para provar aos soldados que não era verdade, Brutus atravessou o rio e do outro lado da margem, chamou os soldados pelo nome, um por um. Atravessamos a ponte e ficamos impressionados com as águas transparentes do rio e a beleza do lugar. Penso que este é o ponto de equilíbrio da alma: trabalho gratificante, compartilhamento, história e uma beleza natural de encher os olhos e a alma!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Muito trabalho em Viana, excelentes resultados!

A minha participação na 3ª Conferência Internacional de Cinema de Viana foi um momento interessante para realizar boas reflexões não apenas sobre o aspecto acadêmico, mas também sobre a organização do evento e a existência de outras estruturas possíveis para eventos científicos. A questão mais interessante foi a preocupação dos organizadores do evento em receber bem as pessoas e criar condições para que todos se sentissem confortáveis. A alimentação no local, oferecida pelo evento, é um elemento importante, assim como a estrutura das apresentações em pequenos grupos com mais tempo para as apresentações, mas muito menos cansativo para a plateia e para os participantes. O nível dos trabalhos apresentados também exige um pouco mais de tempo para as apresentações e discussões, pois tratam de temas complexos, como o papel do cinema na construção da ética na sociedade ou a biogenética e Blade Runner como elementos de reflexão da sociedade em que vivemos hoje. Um trabalho fantástico que foi apresentado na sessão em que eu estava, mostrava a experiência de usar a lanterna mágica como instrumento de aprendizagem para jovens com deficiência em um centro de formação profissional. A discussão sobre o cinema na escola indicou a necessidade de autoria e produção dos alunos com a inserção da formação em cinema já na Educação Básica. A cidade onde aconteceu o evento é um espetáculo com suas ruas medievais estreitas que desembocam em largos com nomes sonoros, prédios históricos muito bem conservados e enfeitados com flores. Ainda assim, o meu relato não indicaria nada diferente de outros eventos se não fosse o elemento que considero o mais importante: a acolhida dos organizadores, desde a nossa chegada na mesa de recepção, até o jantar oferecido na noite de sexta-feira, um ótimo espaço para confraternizar, compartilhar e conhecer as pessoas. Sem dúvida, nós brasileiros temos muito calor humano e somos agradáveis, mas os portugueses também tem tudo isso e uma cordialidade que deixam qualquer pessoa encantada!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Programação da 3ª Conferência Internacional de Cinema de Viana

Está disponível a programação da 3ª Conferência Internacional de Cinema de Viana que acontecerá entre 28 de abril e 04 de maio em Viana do Castelo. Teremos muitos trabalhos interessantes sobre arte digital, cultura digital, Second Life, Educação a Distância, entre outros temas. Meu texto é sobre o uso de Filmes como estratégia didática nas licenciaturas à distância: em busca de novas narrativas para os futuros docentes. Eu realmente estou em busca de novos olhares sobre a EaD...

Workshop Itinerários para Antropologia Recíproca

Ads Banner

Google Analytics