domingo, 5 de julho de 2015

Chamada de artigos da Revista Texto Livre: Linguagens e Tecnologia

Faço parte do comissão editorial da Revista Texto Livre: Linguagem e Tecnologia e informo que está aberta a chamada para artigos que serão publicados no segundo semestre de 2015. A Texto Livre é uma revista interdisciplinar dedicada a temas relacionados ao software livre, estudos da linguagem, tecnologia da informação e Educação. A revista é um periódico semestral mantido pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais desde 2008. São temas correlatos de interesse desse periódico: intertextualidade, usabilidade, uso de computador em sala de aula, cultura livre, inclusão digital, letramento digital, divulgação em software livre e outros temas da relação linguagem e tecnologia. A revista está classificada como B3 na área interdisciplinar e possui as seguintes indexações:

DOAJ (Directory of Open Access Journals) [Suécia]; SEER [Brasil]; Latindex [México]; Periódicos Capes [Brasil]; Diadorim – Diretório de Políticas de Acesso Aberto das Revistas Científicas Brasileiras [Brasil]; Sumários.org - Sumários de Revistas Brasileiras [Brasil]; LivRe [Brasil]; Revistas científicas electrónicas (UNAM) [México]; Journal4free [Portugal]; e-Revist@s [Espanha]; MIAR (Matriz de Información para el Análisis de Revistas) [Espanha]

Comissão Editorial da Revista Texto Livre: Linguagem e Tecnologia:

Ana Cristina Fricke Matte, SEMIOTEC/FALE/Grupo Texto Livre, Universidade Federal de Minas Gerais

Daniervelin Renata Marques Pereira, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Fatima Conti, Universidade Federal do Pará

Paulo Francisco Slomp, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Adelma Araujo, Universidade Federal de Minas Gerais

Ana Beatriz Carvalho, Universidade Federal de Pernambuco

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Fora de Campo - Cinema e Migrações: Curso de Verão

Fora de Campo é a designação do Curso de Verão que vai ocorrer no âmbito de FILMES DO HOMEM – Melgaço International Documentary Film Festival. Será um encontro de reflexão e debate multidisciplinar – Ciências Sociais, Artes e Ciências da Comunicação, em torno do tema Cinema e Migrações, e resulta da parceria da Câmara Municipal de Melgaço com a AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual em colaboração com Universidades e Grupos de Investigação/Pesquisa de Portugal, Galiza e Brasil.
São objetivos do curso a aproximação das abordagens artísticas, tecnológicas e das ciências sociais e humanas do cinema; a colaboração das Redes e Grupos de Investigação/Pesquisa participantes no Festival; o envolvimento da população e comunidade local nas atividades culturais e artísticas realizadas no Curso de Verão e no Festival; contribuir para a afirmação da cultura e desenvolvimento local.
O curso terá uma componente teórica – conferências e seminários, uma componente teórico-prática workshops, uma componente prática – trabalho de campo e visionamento de filmes integrada no FILMES DO HOMEM e um projeto e produto final apresentado pelos participantes que pretendam uma certificação.
Área Científica – Ciências Sociais, Artes e Ciências da Comunicação
Coordenador Geral – José da Silva Ribeiro
Consulte o Programa, preencha e envie ficha de inscrição, através de e-mail, até ao dia 15 de julho de 2015, para docs@filmesdohomem.pt




quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bancas virtuais

Ontem, estive na UERJ virtualmente durante toda a manhã, mais precisamente no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana. Participei da banca de qualificação de doutorado do Lázaro Santos (que só conheço virtualmente e que também conheceu o meu trabalho através das redes sociais). O trabalho COLA E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: MEIO E MEDIAÇÃO PARA A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO, orientado pela Profa. Dra. Eloiza Oliveira, é tão diferente e inovador que quase dei pulinhos na cadeira durante a defesa. Lázaro está propondo investigar a velha cola como uma tecnologia que pode ajudar os alunos na perspectiva da aprendizagem colaborativa. Sem sair de casa, conheci professores interessantíssimos de outra instituição (que também não aguentam mais a rigidez acadêmica), outras possibilidades de estrutura e organização do trabalho científico e uma disposição enorme para combater a ausência de inovação na produção científica. A participação virtual em bancas de qualificação tem se tornado uma prática corriqueira nos programas de pós-graduação, só neste ano já participei de cinco e cada uma é mais produtiva e interessante que a outra! Definitivamente, quem minimiza as mudanças que as tecnologias digitais estão provocando nas relações humanas e nas relações de trabalho, vive em outra sociedade...

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Análise de redes dos principais sociólogos contemporâneos

Minhas pesquisas recentes têm abordado a organização em rede dos professores da Educação Básica como ferramenta de análise da efetiva colaboração entre eles. É também uma importante indicação da consolidação da cultura digital dos professores. Já faz alguns anos que me interesso por redes e sua análise, embora não exista quase nada especificamente voltado para a Educação. O tema da dissertação de mestrado da minha orientanda, Thaís Oliveira, defendida no ano passado, aborda a análise das redes dos principais professores que discutem o uso das tecnologias digitais no Brasil. Os resultados são bem interessantes e a dissertação está disponível no site do Edumatec. A pesquisa de Thaís focou as redes sociais desses professores, mas a análise de redes permite diversas possibilidades e todas são muito interessantes. O trabalho de investigação do Julian Cardenas buscou responder se os sociólogos contemporâneos estão conectados entre si mediante as suas redes pessoais e organizações. Foram escolhidos 17 autores da elite da sociologia (Bourdieu, Castells, Granovetter etc.) e buscou-se determinar as conexões entre eles a partir dos seguintes elementos: universidades onde estudaram, onde lecionaram, revistas nas quais foram membros do comitê editorial, comitês e organismos nos quais foram assessores. Primeiro foram construídas as redes de casa sociólogo com suas conexões diretas e depois juntaram as 17 redes e construíram a rede sociocêntrica para estudar a conexão e a dispersão entre eles. A pesquisa é um bom exemplo das inúmeras possibilidades de análise de redes que não precisam ser virtuais, elas se estabelecem em ações concretas do cotidiano e podem ser mapeadas e analisadas como qualquer outro fenômeno (link outras informações sobre o trabalho aqui). Vale a pena a leitura!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Vídeo: Por que a tecnologia não revolucionou a educação

Existem muito mais coisas entre o céu e a Terra que supõe a nossa vã filosofia e a questão é bem mais complexa do que parece, mas penso que o vídeo é um bom meio de começar a discussão. A Fátima Conti fez algumas observações bem interessantes sobre o vídeo, vale a pena ler.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O impressionante discurso de Ursula Le Guin

Ursula Le Guin é uma escritora norte-americana que se destacou na ficção-científica. Ela recebeu um importante prêmio concedido pela Fundação Nacional do Livro dos EUA e fez um discurso de agradecimento que contemplou a questão dos escritores, o mercado capitalista e, sobretudo, uma inquietante visão sobre as contradições do nosso tempo: "Acho que tempos difíceis estão chegando, quando desejaremos as vozes de escritores que possam enxergar alternativas para o modo como vivemos agora (...) Vamos precisar de escritores que possam lembrar a liberdade - poetas, visionários, realistas de uma realidade maior". Alguém na plateia gritou "eu te amo" e eu só posso dizer "eu te amo também, Ursula"! A editora Aleph que publica os livros de Ursula no Brasil disponibilizou o vídeo.

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Posted by Editora Aleph on Quinta, 16 de abril de 2015

Jornadas Internacionais Online - JIO

Evento organizado pela Professora Doutora Daniela Melaré, da Universidade do Porto. Link para outras informações: https://drive.google.com/file/d/0By9707WBTDVqZFZCY0t6ZTdMTFU/view

quinta-feira, 16 de abril de 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015

Anais Eletrônicos do X ICCI - Imagens da Cultura Cultura das Imagens

Os artigos publicados nos anais eletrônicos do X Seminário Internacional Imagens da Cultura Cultura das Imagens estão disponíveis para acesso. Boa leitura!

sábado, 7 de março de 2015

Defesas 2015: efemeridade e mídias sociais como recursos pedagógicos

A maratona de defesas 2015 já começou e trouxe boas surpresas para todos. Existe um risco muito grande no meio acadêmico de nos acomodarmos com as estruturas e modelos existentes porque é mais fácil seguir o curso e acatar as proposições estabelecidas do que brigar contra o sistema. Eu busco sempre um caminho mais equilibrado onde eu possa cumprir (mesmo contrariada) as exigências do sistema, mas sempre encontrando um espaço para "quebrar" as estruturas de acomodação porque entendo que só assim é possível produzir inovação. Se não saímos nunca do quadrado e das amarras que nos engessam nos modelos, como poderemos desenvolver coisas novas? Não preciso nem dizer que isso dá muito trabalho e é preciso muita determinação e paciência para não perder o foco e se conformar com a realidade. Sendo assim, nem preciso dizer que dou pulinhos de alegria e esfrego as mãos de satisfação quando um aluno com potencial de inovação se apresenta. Foi assim que eu conheci o meu orientando, Kleber Emmanuel Oliveira Santos, formado em Design na UFPE e com um potencial teórico de tirar o fôlego. Ele ingressou no mestrado do Edumatec com um projeto estruturado no campo da Educação e com uma proposta muito bem amarrada. Eu não participei da seleção e da divisão das orientações porque estava de licença médica e no meu primeiro encontro com Kleber eu já sabia que teríamos um ótimo trabalho ao final, não pelo projeto que ele apresentou, mas por suas inquietações e determinação em fazer algo diferente. Quer dizer, era apenas uma suposição, já que todos os mestrandos enlouquecem em diferentes níveis ao longo do curso e uns encontram o rumo antes do final enquanto outros ficam perdidos para sempre (se você está estudando e ainda não enlouqueceu, aguarde. Se você já concluiu e acha que não enlouqueceu, pergunte aos seus parentes!).

Por coincidência, eu tinha me interessado alguns meses antes por Gilles Lipovetsky, um filósofo francês que trabalha com questões relacionadas com a efemeridade e pós-modernidade e decidimos juntar a questão da efemeridade com o uso das tecnologias digitais, com a ressalva de que não ia ser nada fácil construir uma base teórica que sustentasse a dissertação. O resultado foi a dissertação "As Mídias Sociais estão na moda? Efemeridade e apropriação das Mídias Sociais como recursos pedagógicos" que ele defendeu de forma brilhante no dia 25 de fevereiro. Agradeço imensamente as contribuições da banca - Professor Marcos Dornellas e Professora Thelma Panerai - que trouxe uma discussão teórica de alto nível e a sugestão de publicação. Eu tenho muito orgulho dos meus alunos porque sei muito bem o que é realizar um percurso tão penoso e defender um trabalho que é resultado de dois anos de pesquisa. Com Kleber fiquei mais orgulhosa ainda porque ele não teve medo de inovar, mesmo quando o próprio sistema se voltou contra ele. A resposta da luta está no trabalho impecável, com uma metodologia tão bem construída que deve servir de modelo. Enfim, um trabalho tão bem realizado que vou indicar para publicação no próximo edital de defesa de dissertações e teses. Ele realmente merece!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Videoteca do X ICCI

Fim de férias é sinônimo de muito trabalho!

As férias terminaram e já estou pegando no tranco para dar conta de tanto trabalho. Fevereiro é o prazo final para as defesas no Edumatec e em vários outros programas de pós-graduação, o que significa uma avalanche de teses e dissertações que precisam ser lidas, comentadas e avaliadas. Comecei a semana terminando a revisão dos trabalhos dos meus orientandos ao mesmo tempo em que tento organizar o meu calendário para conseguir estar presente em todas as reuniões, bancas, eventos etc. É preciso ter fé, kiridos, porque só o pensamento científico não consegue dar conta de turbinar o lattes... A burocracia e os prazos são tão malucos que só ontem vi que um artigo que enviei para uma revista há dois anos foi publicado no ano passado! Já coloquei o bendito no espaço das publicações em periódicos aqui no blog. O lado positivo da correria até agora tem sido a qualidade dos trabalhos dos meus alunos. Conseguimos sair do quadrado e apostamos em temas inovadores que abordam questões em perspectivas diferentes do que vemos por aí. O exercício teórico não é nada fácil, mas os resultados são bastante animadores. Em breve vou publicar aqui o resultado das defesas e as novas linhas que pretendo seguir. Adeus, sol e mar!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Um bom ano

Ao final de cada ano, eu costumava fazer um balanço para contabilizar as coisas que produzi profissionalmente durante doze meses. A vida tem suas reviravoltas, as prioridades mudam e isso não é mais importante (na verdade, acho que nunca foi). Hoje contabilizo as novas amizades que fiz durante o ano, as amizades antigas que foram reforçadas, os lugares que conheci, as experiências engraçadas, o carinho das filhas, os beijos e afagos que dei e recebi. Claro, teve também o pós-doc, uma experiência maravilhosa daquelas para guardar dentro de um livro de capa dura com folhas transparentes para proteger, mas que só pode ser medida através das belas conversas com as pessoas que conheci ou do cuidar e proteger que aprendi enquanto estava fora. Durante os primeiros meses do pós-doc, eu tinha a nítida sensação que meu cérebro estava se esticando, quase podia ouvir as engrenagens trabalhando a todo vapor para dar conta das leituras e discussões. Imagem, cinema, antropologia visual, narrativas, metodologia, a cada novo encontro de orientação uma nova porta se abria e me mostrava mais possibilidades para pensar a cultura digital. Foi um ano realmente intenso... As orientações, publicações, palestras, aulas, bancas e eventos fizeram parte da minha vida em 2014 no mesmo ritmo frenético de sempre, mas são apenas uma parte da minha vida. Não é (e nem pode ser) a parte mais importante). São registros que valem a pena não pelo suposto sucesso das empreitadas, mas pela possibilidade de interagir, apoiar, ensinar, aprender, esclarecer e indicar o caminho para as pessoas. A coisa mais importante que descobri (e que consegui colocar em prática): é o amor que nos move, mas não do jeito que pensamos. O amor está nas pessoas e se não podemos ter tempo para conviver com elas e exercitar a nossa generosidade, carinho e compaixão, a vida não vale a pena. Entre as mudanças que aconteceram em 2014 (mudança de país, mudança de casa, inúmeras viagens, lugares incríveis, novos amigos presenciais, novos amigos virtuais, muitas risadas e conhecimento), o que fica mesmo é a memória do afeto e a cada vez que aciono as minhas lembranças, consigo encontrar paz e felicidade. Foi mesmo um bom ano, um excelente ano...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Notas sobre o ICCI (8): conclusão

Eu nunca tinha organizado um evento científico antes e o balanço que eu faço dessa experiência não está relacionado com os aspectos operacionais ou financeiros, mas sim com o desenvolvimento pessoal e acadêmico que o ICCI nos proporcionou. Em primeiro lugar (sempre!), estão as pessoas. E que pessoas! Os palestrantes convidados foram maravilhosos não apenas na perspectiva da qualidade científica de suas apresentações, mas na afetividade, cordialidade e doçura. Todos foram extremamente generosos, participativos e empenhados em fazer o evento ser um sucesso. Eu realmente lamento que os alunos não aproveitem melhor oportunidades como essa, a UFPE é um centro de atividades em ebulição o tempo todo, mas vejo sempre poucas pessoas da própria instituição participando das atividades. Talvez seja uma questão de exemplo mesmo, precisamos (como professores) incentivar os nossos alunos, indicando os eventos e liberando os alunos para que eles participem das atividades. O nível dos trabalhos apresentados foi outro elemento importantíssimo e já estamos providenciando um livro com os melhores trabalhos apresentados no evento. Em breve publicaremos os anais eletrônicos do evento e as fotos estão disponíveis na nossa página nas redes sociais. Para concluir, preciso agradecer ao professor José Ribeiro, meu orientador no pós-doutorado e idealizador do evento em nossa Universidade. Claro que sem a minha querida parceira de luta, Thelma Panerai, não teríamos conseguido nada, nunca vi alguém para conhecer tanta gente e ser tão eficiente! Obrigada, Thelmita, as nossas parcerias sempre dão muito certo!

Notas sobre o ICCI (7): agradecer é sempre bom!

Organizar um evento não é fácil mesmo, mas nada teria dado certo sem a ajuda das nossas orientandas e agregados do Edumatec que foram os grandes responsáveis pelo sucesso do evento. O querido Mario, nosso apoio na secretaria, foi um verdadeiro leão para dar conta da burocracia e dos intermináveis pedidos que fazíamos a todo instante. As queridas Amanda, Alice, Dagmar, Flávia, Claudia e Lilian que foram quase sequestradas para a função, nos deram todo o apoio que precisávamos. Amanda fez o site mais lindo de todos os tempos, gravou todas as conferências e esteve lá, firme e forte resolvendo os pepinos tecnológicos e recebendo os merecidos elogios do pessoal da USP.Flávia nos ajudou no credenciamento e na recepção dos palestrantes.

Alice assumiu o credenciamento, recebeu os convidados, esteve na linha de frente das reclamações dos participantes e ainda coordenou uma sessão. Dagmar, Claudia e Lilian assumiram a coordenação das sessões, o que é ótimo para o currículo e melhor ainda para o evento. Meninas, eu e Thelma agradecemos o empenho de vocês em nos ajudar! Sem vocês, estaríamos perdidas... O melhor de tudo é trabalhar com gente que não fica de cara amarrada, não se chateia com os imprevistos, não se desespera quando tudo dá errado. O sorriso de vocês, o carinho e a fofice foram tudo de bom, suas lindas!

Notas sobre o ICCI (6)

A qualidade dos trabalhos apresentados no X ICCI foi surpreendente, não apenas em relação ao aspecto inovador das propostas de pesquisa, mas também em relação ao rigor conceitual e metodológico utilizado. Tenho sempre a impressão de que quem trabalha com assuntos que escapam do rigor acadêmico se preocupa excessivamente com os aspectos metodológicos e conceituais por uma questão de sobrevivência mesmo. Assim, tivemos trabalhos inovadores e absolutamente fora das "caixas acadêmicas", mas extremamente estruturados e fundamentados. Os títulos dos artigos já despertavam a curiosidade de quem estava nos corredores, trabalhos como Robocop e a Pós-Modernidade: Uma análise do corpo biocibernético-monstruoso, Os relatos pessoais da cidade: as micronarrativas de Humans of New York, Eu sou a Universal! A publicidade iurdiana e a concretude da felicidade terrena, entre outros, foram muito bem recebidos por todos.

Na sessão em que eu estava, tive a satisfação de ouvir a apresentação de Gustavo Lins com Lado nix: web-série ou série na web? Análise dos termos através de estudos narrativos em mapas, a Amanda Bueno com Anitta Oficial: a construção da imagem de celebridades na rede, a Lucille Batista com Espantos inesgotáveis: análise do uso de imagens em comunidades virtuais educativas no Facebook e a Izabel Lima com Texturas Sonoras: acessibilidade e ludicidade nos áudio games. Eu aprendi tanto nesse evento, levei tantas sacudidas epistemológicas que estou reconstruindo os meu foco de pesquisa para o próximo ano. Aliás, 2014 foi o ano de sair da caixa e enfrentar um mundão de ideias, conceitos e perspectivas tão diferentes do que eu estava acostumada que estou precisando de um freio de arrumação para me organizar internamente. Só tenho a agradecer aos participantes que vieram de longe para compartilhar as suas produções, interagir e prestigiar o nosso evento. Muito obrigada!

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